Mapa de startups – FinTech

FinTech é um termo utilizado para descrever startups que trabalham com serviços financeiros utilizando tecnologia digital (Financial Technology). Até há pouco tempo, apenas bancos e instituições financeiras semelhantes conseguiam criar negócios nessas áreas. Agora startups estão mostrando que também podem concorrer com essas grandes instituições.

Fintech map venture scanner

O mapa acima é bastante simplificado e serve bem para olharmos as principais áreas de atuação de startups. Com exceção de “Personal Finance” e “Crowdfunding”, não vejo muita novidade nas áreas delimitadas. Isso mostra que as startups não estão necessariamente criando serviços financeiros novos, mas sim prestando serviços já existentes de uma maneira nova.

FinTech Market Map - Reuben Levy

mindmap do Reuben é interessante. Ele indica algumas áreas novas, que antes não existiam: “Data Science”, “Personal Finance”, “Investment Community”, “Data Analytics”, “Bitcoin” e “Blockchain”, “APIs”, “Online Lending”. O legal do mapa do Reuben é que ele é interativo e dinâmico, está sendo atualizado constantemente. Veja que cada área pode ser expandida em sub-áreas e que cada sub-área se expande em uma lista de empresas com links para os respectivos sites.

Já a CB Insights resolveu criar um mapa em formato de tabela periódica. Novamente, o mais interessante é reparar nas categorias principais.

CB Insights FinTech Categories

Eles misturam um pouco as startups com os investidores, o que faz sentido. Afinal de contas, um ecossistema de startups não depende só das empresas operacionais, precisa também de financiamento.

CB Insights FinTech Periodic Table

Importante clicar na imagem para conseguir ver os detalhes.

Gostaria de destacar alguns pontos que fazem com que essas startups tenham uma vantagem em relação às empresas tradicionais estabelecidas

  • digitalização da informação – abrem novas possibilidades, como análise de dados e gestão fiannceira simplificada.
  • o cliente está online – não é mais necessário abrir agências físicas para adquirir clientes e prestar serviços
  • atualização das leis – algumas mudanças regulatórias permitiram com que startups (ou oturas empresas) pudessem atuar onde antes os bancos tinham o domínio. É importante lembrar que custa muito dinheiro e tempo conseguir uma licença tradicional de banco
  • informações não só digitais, mas online – os clientes começam a exigir que bancos liberem as informações para novos usos. Até então, embora essa informação fosse dos clientes, os bancos tinham boas desculpas para mantê-las em seu poder. Não mais.
  • bancos grandes e lentos – acostumados com altas barreiras de entrada para novos concorrentes, os bancos e instituições financeiras, além de lucrativos, também são grandes, lentos e desatualizados.

No Brasil, a área de FinTech é mais tímida do que nos Estados Unidos. Atribuo isso a um mercado de financiamento de startups fraco (não só para FinTech), um mercado de serviços financeiros fortemente concentrado, a um estado muito burocrático e à falta de programadores com conhecimentos específicos dessa área dispostos a abrir sua própria empresa. Mas há algumas startups brasileiras prestando serviços interessantes:

Mas há muito mais espaço a ser explorado. Na minha opinião, os ingredientes necessários são:

  • Conhecimento técnico especializado em finanças
  • Conhecimento técnico em linguagens e arquitetura de programação modernas
  • Conhecimento sólido em negócios escaláveis
  • Forte rede de contatos com isntituições financeiras e regulatórias

Não deve ser simples, mas, com tanta gente boa no Brasil, tem que ser possível juntar um time de 3 ou 4 pessoas que apresentam todas as características acima.

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